1 - O Caiçara e a Canoa à Vela
Descendentes de Indios Tupi-Guaranis e Portugueses os Caiçaras foram os primeiros brasileiros do Novo Mundo. A Cultura Caiçara só existe no Litoral da Região Sudeste e esse nome dado a “Etnia Caiçara" vem de uma armadilha que chamamos de “cerco” e naquela época se chamava “caiçara”, daí a origem do “apelido”. 
Assim como os Indios, os Caiçaras viviam basicamente da caça e da pesca. Devido à mistura de raças Indigenas e Portugueses, o Caiçara adquiriu habitos Indigenas e tambem Portugueses, como: Religião Catolica, dança Indigena, culinaria e dialeto (português diferenciado com sotaque próprio).
Os Caiçaras que vivem basicamente da pesca são excelentes construtores navais. Sua embarcação preferida, as “Canoas Caiçaras” são sucessoras das canoas indigenas.
A semelhança das “pirogas” com as tradicionais embarcações Caiçaras não são mera coincidência, o Brasil era um verdadeiro “elo perdido”, os indigenas viviam como o homem da idade da pedra. Os Indios brasileiros não tinham ferramentas de metal, elas eram basicamente de pedras, ossos, madeiras, conchas e coral. Sendo assim, mais difícil construirem grandes canoas. Com a chegada dos Europeus, os Indios trocavam o Pau-Brasil por algo de seu interesse, principalmente as ferramentas de metal, que proporcionou a construção de canoas maiores com capacidade para mais pessoas. Quando o Caiçara pretendia construir sua canoa, primeiro tinha que entrar na mata e escolher a árvore, o tipo de madeira iria determinar a qualidade da embarcação. Eram utilizados varios tipos diferentes, a mais conhecida é o cedro por ser muito resistente a ação do mar e tambem leve, os acessorios eram de bambu para o mastro da vela e caixeta para varias utilidades inclusive para os remos, por ser uma madeira extremamente leve e macia. Escolhida a árvore, o Caiçara so cortava na lua nova para evitar pragas como; fungos e brocas, depois de tombada cortava todos os galhos e escolhia o lado mais largo e robusto, com maior diâmetro para a proa, geralmente proximo à raiz e a parte da copa com menor diâmetro a popa. Iniciava-se então um processo de queima e corte na parte superior com uma "enxo".
O Caiçara passou a colorir suas Canoas e posteriormente já no Séc. XX utilizou a tinta a óleo deixando-a bem mais colorida.
Hoje as canoas não utilizam mais as velas, inclusive a maioria tem até motores, mas por tradição se mantém o local delas na proa (furo no banco). Uma canoa pode durar 60, 80 anos e é bom lembrar que a “piroga” não tinha bolina de popa ou quilha de popa “prova de evolução técnica para canoa Caiçara”.
Os Caiçaras tem como cores tradicionais o azul, branco e vermelho que é notado até em suas residências, mas as canoas atuais também costumam ter além dessas o amarelo e o verde.

2 - Precursores do Esporte à Vela em Caraguatatuba
Cabe lembrar o Giuseppe e o Zinho. O Dadinho, o Neto e seu irmão Júnior, o Alexandre e o pai Haroldo Di Giaimo com o Hobie Cat, o Vavá, Cláudio Ramirez, Johnny e Duduca. Pedrinho, Xandó, Osmar Dentista. Pires, Adriano, Felipe, Enrique, Daniel, Michael e Itzac. Marcos Antonio, Carlinhos, Cleidinaldo e Thatiana.
Um história de tres gerações onde o uso da vela deixou de comercial na canoa caiçara para se transformar esportivo e de lazer com o advento de novas embarcações em fibra de vidro e depois carbono, o esprírito aventureiro incentivou regatas por todo o Planêta, inclusive em torno deste; Caraguatatuba não ficaria à parte.

3 - Criação do Grêmio Caravela em Caraguatatuba
No dia 30 de agosto de 2005, José Roberto G. Abiatti, Cláudio Ramirez Sanches, Pedro João Molitermo Almeida, José Andrade Pires , Itzac ben Kalech e Almeida, Rodoaldo Graciano Fachini, Marcos Antonio do Nascimento, Carlos A. Freitas da Silva, Cledinaldo Nicasso da Costa , Eduardo Meirelles, Ari Carlos Barboza, Tathiana S. Alvarado e Ramon Carmelo Fernandez, reuniram-se nas instalações do Restaurante Al Badah, na Av. Arthur Costa Filho, Praia do Centro, e fundaram a Associação de Vela de Caraguatatuba que tem como logomarca CARAVELA – GRÊMIO CARAGUATATUBA DE VELA com a intenção de fomentar o esporte à Vela em Caraguatatuba. Formava-se então uma nova geração de Velejadores e de futuros Velejadores procurando inserir nossa cidade no contexto da Vela no Litoral Norte. A criação do CARAVELA é um marco na História da Vela por ser a primeira iniciativa da sociedade civil organizando-se em prol do esporte à vela em Caraguatatuba. Com sede administrativa em espaço cedido pela Fundação Bem Viver (hoje CMA Instituto Sócio Ambiental), a Rua Siqueira Campos, Sumaré e sede náutica em espaço cedido por Ramon Carmelo Fernandez no Iate Clube de Caraguatatuba, iniciaram a primeira de um série de atividades com um evento denominado OPEN DAY 2006. O CARAVELA adotou o PROJETO VENTO EM POPA levado a efeito, até então, por Pedro J. M. Almeida e mudou sua sede náutica para a Praia da Mocóca, quase divisa de Caraguá com Ubatuba e lá está até hoje.

4 - Instituição do Associação de Vela de Caraguatatuba COMANDO MAR ATLÂNTICO

Com a mudança para a Praia da Mocóca, distante 19 km do Centro de Caraguatatuba, alguns membros do CARAVELA preferiram ficar nas águas da Praia do Centro que possui uma raia que vai desde a Praia Martin de Sá até a Ponta do Arpoardor (S. Sebastião) em linha reta, abrangendo as Praias da Enseada (S. Sebastião), Porto Novo, Palmeiras, Aruan, Indaiá, Centro, Camaroeiro, Freira, Prainha retornando à Martin de Sá. Mais que isso, incentivados por Itzac ben Kalech e Almeida criar, nos moldes da Federação de Vela do Estado de SP - FEVESP, nos moldes das existentes na Represa de Guarapiranga (SP) uma Escola de Vela para todas as idades como real fomento ao uso de embarcações a vela até 17 pés como lazer vocacionado, à exemplo do Vôo Livre, Trekking, Skate, Tênis, Beach Soccer e BikeCross todos com suas bases na Praia do Centro, devidamente organizados e estruturados pela Prefeitura Municipal.
Para que isso fosse possível, o CMA Instituto Sócio Ambiental criou uma "divisão de vela" que recebeu o nome de "ASSOCIAÇÃO DE VELA DE CARAGUATATUBA "COMANDO MAR ATLÂNTICO", cujo objetivo é a integração social dos munícipes com a praia e o mar de forma sustentável.
Presididos por Matheus Inácio Fortunato e tendo por Curador Izaac de Almeida (85 anos), os constituintes são: Itzac ben Kalech e Almeida, Rodoaldo Graciano Fachini, Ramon Carmelo Fernandez, aos quais se somaram, João Alarcon, Rafael Alarcon, Daniel Pereira de Sousa, Mirian Caetano, Romeu Aparecido de Moraes Junior, Jair Pancioni, Vera Lucia Ferreira Guimarães de Oliveira, Eduardo José Cunha Cardoso Abib, Reinaldo Luiz de Figueiredo, Luis Carlos Silva Poca, Cesar Lauer do Nascimento, Rafael Pereira da Silva, Mauricio de Castro, Sergio Alves Gonzales, Osmar Iannucci, Alice Sampaio Rodrigues, Edson Elias dos Santos, Luverci Dall'Aqua, Nelson Moreira, Leonardo Malheiro Gerodetti, Dudu Jaqueira e Gelber Graciano dos Santos
.

Todos os fins de semana as atividades no Sailer Point são livres e a cada 2º fim de semana de cada mês haverão atividades para todos os associados, tais como, Reunião Mensal do Clube, Churrasco ou Peixada, Regata Passeio, Lual, entre outras.

Nossos Instrutores atendem jovens de ambos os sexos à partir de 14 anos (incialmente) até adultos com 100 anos de idade. Nada é cobrado à título de hora aula.

Nossa carteira de associado substitui a Carteira de Habilitação para Veleiro e a Arrais amador para embarcações com até 5,00 metros de comprimento, uso em lazer e não motorizada, de acordo com Normativa da Marinha.

Nossos barcos da Flotilha, até 5,00 metros de comprimento, uso em lazer e não motorizados, são identificados com brasão do Clube e registrados em nossos arquivos recebndo número e documento próprios (de acordo com Normativa da Marinha) para confecção do DPEM naval.